quinta-feira, 17 de maio de 2012

Investigação no CEDOC - UnB

                                                                                                    Fonte da Imagem

Toda semana que passa, procuramos nos manter focadas para conseguirmos assimilar todo conhecimento passado nas aulas de DTD. Acontece que cada vez mais dúvidas surgem e acabam por nos fazer ir mais afundo para chegarmos ao conhecimento ideal. Como proposta de reconhecimento Diplomático e principalmente Tipológico dos documentos de arquivo, o professor André fez com que nossos pequenos grupos se tornassem grandes companhias de investigação. Nossa missão seria descobrir tudo a respeito sobre a documentação do nosso querido CEDOC, e assim analisar posteriormente os resultados obtidos para chegar a objetivas conclusões. Para isso nosso grupo se dividiu da seguinte forma:     
  • Ráiza Cristina: Observadora, foi responsável por olhar o acervo sem realizar perguntas, sem tocar nos documentos e só poderia fazer anotações quando seu tempo de pesquisa estivesse esgotado.
  • Lara Porto: Investigadora, responsável por questionar os servidores, funcionários e até mesmo estagiários do CEDOC para obter o máximo de informações sobre o acervo.
  • Náthalli Campelo: Analista Tecnológico, responsável por vasculhar na internet informações sobre a instituição.
  • Camila Silva: Jornalista, responsável por entrevistar pessoas que não possuem relação com o CEDOC.
Com essas informações coletadas e reunidas conseguimos obter diversas informações sobre o acervo e sobre os documentos que ele guarda. Também descobrimos o futuro projeto para o CEDOC evoluir e passar a ser o AGE – Arquivo Geral da Unb. E por fim, vimos como dentro da nossa própria Universidade o CEDOC ainda não é reconhecido pelo senso comum.
Para conferir nossa análise completa clique aqui!

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Como identificar se o ingresso que você comprou é verdadeiro?

O blog parceiro Rock, Memória e História propôs uma análise sobre a veracidade e autenticidade dos ingressos falsificados vendidos no Rock In Rio. Segue a opinião individual de cada uma das integrantes do grupo:


Camila Silva Gomes

Em relação a como identificar o ingresso, primeiramente acredito que a pessoa interessada a ir em um evento independente de ser um show deveria comprar o ingresso em locais credenciados, para quando chegar a hora do tão esperado evento não receber uma surpresa tão desagradável como essa!
Porém se for para identificar o ingresso na hora do show comprando com "cambistas" a pessoa deve procurar saber antes de ir comprar como é o ingresso, seu layout, se possuí hologramas, código de barras, no caso do ingresso do Rock in Rio na parte do código de barras os números eram prateados e ingressos falsos rapidamente poderiam ser identificados desse modo. No texto da Duranti ela fala que "los princípios, conceptos y método de la diplomática son universalmente válidos" portanto qualquer pessoa em qualquer parte do mundo pode ter acesso a esse tipo de informação. Com certeza iria facilitar a vida de muita gente.
De acordo com Duranti os documentos escritos na forma diplomática são feito de acordo com regras e que essas regras refletem estruturas políticas, legais, econômicas etc e que os documentos ao mesmo tempo são físicos (aparência externa) e intelectuais(que Duranti chama de "articulação interna"), o que me fez refletir que esse ingresso falsificado pode possuir a parte física grotescamente é claro mas não a intelectual e a mensagem que ele carrega do seu conteúdo é falsa. Além disso segundo a autora a diplomática estuda também a vontade que da origem a um documento o que leva a uma segunda reflexão de como esses cambistas que falsificaram esses ingressos agiram com a intenção de fraudar o evento.
Voltando ao ingresso, podemos concluir que obviamente ele não é autêntico, pois não foi feito por uma unidade competente, e é apenas meio verídico, pois algumas informações contidas nele são verdadeiras e outras não como é o caso do código de barras.

Lara Caroline Porto Silva

A falsificação de ingressos é um problema que assombra a todos os interessados de última hora. Como não poderia ser diferente, no Rock In Rio muitas pessoas acabaram tendo transtornos graças à má fé dos cambistas estelionatários. Para amenizar a confusão e nos auxiliar em uma identificação eficaz, Duranti explica que Diplomática e a Paleografia, surgiram para realizar a análise dos documentos de modo a evitar a falsificação destes. Baseando-se nisso surge à pergunta: O que torna um ingresso de show autêntico e verdadeiro? Como discutido em sala de aula, sabemos que um documento pode ser tanto autentico e não ser verdadeiro, como ser verdadeiro e não ser autentico. Isso depende das informações contidas no documento e o responsável pela sua emissão.  No caso dos ingressos as informações são verdadeiras, mas não há autenticidade, pois ele não foi emitido pelos produtores responsáveis pelo evento. Isso nos leva a um documento pseudo-original, ou seja, que possui sua aparência física semelhante ou até mesmo idêntica a original, mas cuja emissão não garante direitos a quem o possua. No Rock In Rio, com a mídia envolvida nos acontecimentos, dicas para um rápido reconhecimento de falsificação foram dadas, como a falha na impressão da logo marca do evento, letras prateadas no código de barras, espécie de areia impressa no ingresso, o papel plastificado, entre outros. Mas nem isso intimidou os falsificadores e nem impediu que pessoas fossem enganadas. Acaba que no final, a melhor dica para não adquirir um ingresso falso e perder o show da sua banda favorita, é comprar o ingresso com antecedência e em um lugar credenciado ou com pessoas responsáveis pela realização do show. Afinal, do que vale identificar que o ingresso é falso depois de ter pagado por ele?


Náthalli Campelo

Ao passo que a venda de ingressos falsos aumenta, cresce a dificuldade de fraudá-los, mas infelizmente essa prática é contínua. A decepção que se tem ao observar a fraude faz muitos compradores aprenderem com o erro. A partir do momento que um indivíduo se presta a comprar um ingresso de um cambista, ele também corrobora para esse mundo criminal abominável.
A identificação do ingresso em questão é essencial, uma vez que se deve observar alguns elementos primordiais, como:  o papel utilizado,  holograma, o código de barras, a película plástica, a impressão, a textura, bem como as informações contidas.
Dessa forma, a autenticidade do ingresso foi comprometida, uma vez que o produtor não é uma unidade competente pelo evento e a veracidade se dá já que informações condizem o correto.
Esse caso exemplifica uma das vertentes de como a matéria de Diplomática pode nos auxiliar. O assunto abordado, isso é, a autenticidade e a veracidade é digno de um minucioso conhecimento sobre documentos, que se mostra de extrema importância na nossa área de atuação.



Fontes: DURANTI, Luciana. Diplomática: usos nuevos para una antigua ciencia. Trad. Manuel Vázquez. Carmona (Sevilla): S&C, 1996. (Biblioteca Archivística, 5)

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